
Rui Gomes da Silva
No sábado, 25 de Outubro, o Sport Lisboa e Benfica vai a votos! E, como sempre que há um ato eleitoral, temos a tentação de o achar como o mais importante de sempre! Só que este, para o futuro do Benfica, é mesmo importante!
Importante para continuar a construir uma grande equipa de futebol para a Europa!
Muito importante para continuar a fazer do Benfica um Clube e não um qualquer “monte alentejano”, propriedade de uns iluminados bem-nascidos (ou, mesmo, só “meios” bem nascidos), onde se reúnem os “amigos dos copos” para brincar aos clubes de “football”…
Demasiado importante, também, para não repetirmos as aventuras de 1997 (onde o candidato vencedor de então prometeu o regresso de um jogador “sonhado” por todos, que nunca trouxe)…
Importantíssimo para não repetirmos os erros de 2000 (onde a primeira decisão foi despedir José Mourinho)!
Para não voltarmos a acreditar em quem anuncia o regresso de um outro jogador “desejado” por todos (sem nunca dizer quando o trará) ou voltarmos a ter um Presidente, que se prepara – estou perfeitamente convicto disso – para voltar a despedir José Mourinho!
Por mim quero alguém que conheça já as enormes dificuldades e a complexidade da gestão do SLB.
Um Presidente que afaste qualquer possibilidade de entrarmos em aventuras, em loucuras, em processos de gestão à distância, em decisões por amizade.
Se fosse por um futuro que “um dia há de vir”… votaria em Martim Lima Mayer (com o “reforço” de um valor incalculável de benfiquismo e de conhecimento de Benfica como o de Manuel Boto) ou em Cristóvão Carvalho!
Se fosse por amizade e ou por consideração, votaria em Luís Tadeu, Nuno Gomes e Vítor Paneira.
Mas – e é por isso que estas eleições são tão importantes – não podemos ir votar de forma emocional, para “castigar” o despedimento tardio de Roger Schmidt ou de Bruno Lage.
Ou para penalizar, ainda mais, o Benfica pelo “roubo de igreja” da final da Taça de Portugal da época passada.
Vamos votar pelas escolhas do presente e pelo futuro… e, por mim, bastaria essa para ser a razão do meu voto: a escolha de José Mourinho para treinador do Benfica.
Será que poderemos eleger alguém que nos faz ter “vergonha alheia” pela mediocridade das suas aparições públicas, alguém que invoca à exaustão ter um passado, mas do qual nunca ouvimos falar, a não ser como auto-elogio?
Ou votar numa equipa cujo chefe foi escolhido por um grupo muito pequenino de políticos desempregados (agora, em 2025, como em 2020… mas não em 2021, porque aí estavam em lugares que não queriam abandonar)?
Eu quero um Presidente que sinta o que diz e não uma triste figura que diz o que lhe escrevem em cábulas para entrevistas…
Quero alguém que tenha uma história de Benfica e não alguém cujos únicos pergaminhos são os que invocam uma capacidade de gestão desconhecida (que, aliás, nenhum dos seus pares invoca para si ou para o personagem em causa)…
Por tudo isso e, já agora (a título de aviso para os que fazem dos interesses a motivação das suas atitudes e da inveja a razão dos seus ataques)… sem querer nada em troca!!!
Só pelo Benfica… só por aquilo que acho – hoje – o melhor para o Benfica que quero ver construído… vou votar Rui Costa!
Com a esperança que ganhe já no sábado (ou, no limite, que o consiga… à segunda volta).
Porque, se isso não acontecer, daqui a dois anos teremos outra vez eleições e – aí sim – no meio da maior crise do Sport Lisboa e Benfica desde o fim dos anos 90!!!
Para bem do Benfica, vamos lá resolver isto já… sem sobressaltos com “aprendizes de feiticeiro” ou com “velhos do Restelo”… e voltar a ganhar tudo cá dentro e lutar por grandes épocas na Europa!
Porque … SÓ O BENFICA IMPORTA!!!

Rui Gomes da Silva
Quase todos os comentadores preferirem satisfazerem-se a si próprios e aos seus “apaniguados” de esquerda que se acumulam na comunicação social, embora sem qualquer representatividade na sociedade, escolhendo – como facto relevante das autárquicas de domingo passado – a eleição de apenas três presidentes de câmara pelo Chega. E fizeram-no omitindo que o partido de André Ventura fez eleger cerca de 1900 cidadãos para os órgãos autárquicos e, em 22 concelhos, ficou em segundo lugar.
Perdem-se com as não vitórias do Chega… mas antes deveriam perder o seu tempo a analisar os resultados do PS nas áreas urbanas. É que a vitória do PSD, em muitas das câmaras das grandes cidades aconteceu à tangente. E nessas, onde o Chega conseguiu resultados razoáveis, tirando votos ao PSD, o PS – com excelentes candidatos – só não ganhou porque a diferença que deveria ter siso feita pelo líder José Luís Carneiro, não existiu.
Quem, nessas autarquias, poderia ter influenciado o voto de algumas centenas de eleitores, deveria ter sido a liderança nacional.
Alguém com quem os eleitores de cada concelho se identificassem, alguém que fizesse a diferença ao perceber por onde está a seguir o mundo e que para ser indiferente, em termos ideológicos e políticos, já lá está este PSD.
Em vez de empolgar ideologicamente, em vez de ir buscar o voto dos que se identificam à e com a esquerda (seja lá o que isso for, embora muitos não saibam o que isso é), José Luís Carneiro preferiu passar, optou por estar, escolheu aparecer… em vez de intervir, cativar, empolgar!
Dir-me-ão que o carisma não é para todos …
Pois não, mas quem não tem carisma e quer “armar” em líder, disfarça essa falta com preparação, com uma força interior capaz de “levar o mundo à frente”,… em vez de parecer um figurante de uma passagem de modelos de um qualquer “criador” de Baião, onde nem aí o PS foi capaz de vencer estas eleições.
E ao falhar, tão estrondosamente, tornou evidente não ter percebido que, se o mundo está a virar à esquerda, o problema não será qual o polo da direita no novo bipartidarismo que está a chegar – esse será o Chega, obviamente – mas qual será o partido à esquerda… o PSD ou o PS.
Continuo a achar que será o PSD a desaparecer – por razões que já expliquei tantas vezes (como no “Não tenham medo da mudança”, Lisbon International Press, Novembro de 2023) – se continuar a cometer os erros que teima em repetir.
Só não contava que o PS caísse nesta loucura, nesta escolha de uma figura tão simpática quão irrelevante para o comum dos eleitores portugueses.
Pedro Nuno Santos está, hoje, a sorrir!
Mas irá rir ainda mais, qualquer que seja o resultado das próximas presenciais (porque, ganhe quem ganhar, quem vai perder sempre … e muito … será José Luís Carneiro). E mais irá rir se a alternativa, em termos de governo, que o PS apresentar ao País nas próximas eleições legislativas (sim próximas … 2026 … 2027) for tão inexistente como a destas eleições. Por isso e enquanto por lá andar… José Luís Carneiro é o seguro de Montenegro.
Eu sei que, mesmo quem tem seguros, não fica livre de ter “acidentes”!
Mas até lá … o seguro (que não o António José, mas antes o José Luís) vai garantindo noites descansadas a Montenegro!
Até um dia… mas aí… já poderá ser tarde para o PS … como o foi para tantos Partidos Socialistas por essa Europa fora!

Rui Gomes da Silva
A libertação de 33 migrantes, que tinham chegado, em agosto, num barco de madeira, a Vila do Bispo é mais um escândalo da política (ou da justiça ???) portuguesa. A cargo da Segurança Social, desde que tentaram entrar ilegalmente em Portugal, conseguiram (ou alguém conseguiu por eles, com a conivência de não sei quem)… conseguiram ver esgotados os 60 dias em que podiam estar sob controle das forças policiais…
Uma (não) decisão judicial que deixou passar mais um prazo… que permite que cada um desses cidadãos se possa passear por Portugal ou pela Europa sem fronteiras, porque temos as leis que temos.
Uma (não) decisão judicial que põe muitos a pensar onde terá acabado a incapacidade de decidir e poderá ter começado a vontade de (não) decidir assim, por razões políticas ou por convicções. Mais uma (não) decisão que faz com que sejamos repetidamente criticados pelas entradas que permitimos sem qualquer controle.
Numa campanha autárquica em que a questão da imigração esteve sempre presente… tão presente como tem estado na vida política nacional, desde que o “Portugal profundo” acordou da indiferença como que assistia à política de portas escancaradas que o PS trouxe para a ribalta.
Uma “questão política” que, cada vez mais, estabelece uma fronteira absoluta entre a esquerda e a direita!
Uma diferença que vem gerando esta escalada de alerta, de contestação, de revolta… que vai separando as águas entre os que querem mais imigrantes e os que nem sequer querem todos os que já cá estão.
Uma oposição total entre um fechar de portas e as portas abertas da esquerda, por razões de desespero eleitoral que disfarçam de solidariedade social.
Uma divisão que os números – cada vez mais – vão provando: o divórcio entre os políticos (com exceção de alguns, onde se situa todo o CHEGA e a honrosa resistência do socialista Ricardo Leão) e a realidade.
Números recentes de um estudo de opinião (divulgado num programa da CNN) trazem para o debate público esse mesmo afastamento entre a classe política e o povo (que os iluminados de esquerda tendem a desconsiderar… pelo simples facto de… não concordar com eles).
Enquanto – citemos a notícia do passado dia 3 – 82% dos políticos portugueses considera que os imigrantes não têm de se adaptar aos costumes do nosso País (e apenas 18% acham o contrário), só 28% dos portugueses entendem que os imigrantes não têm de se adaptar (enquanto 72% consideram que quem cá chega deve adaptar-se aos costumes de Portugal).
A continuarem assim … estes políticos de esquerda (e os tontos do centro, mas “politicamente corretos”) acabarão como merecem: cada vez mais minoritários, cada vez mais irrelevantes, cada vez mais reduzidos ao impacto que sempre tiveram as suas ideias… a não ser quando as impuseram pela força das armas e da repressão!!!

Rui Gomes da Silva
O mundo de hoje não só está perigoso… mas, também, monolítico na sua validação intelectual, sempre – sabemos nós todos, agora – com o selo “imprimatur”, concedido pela boa vontade do movimento WOKE e dos seus fiéis escudeiros em (quase) todos os órgãos de comunicação social.
Um mundo perigoso, com o dedo (já não do Tio Sam, mas dos militantes de uma esquerda anquilosada e ultrapassada) apontado para quem não se deixa intimidar por estas novas verdades absolutas que antes sabíamos que nos chegavam através da velhíssima Rádio Moscovo!
Hoje, essa intimidação e essa validação é feita pela esquerda que não tem outras referências éticas e políticas que não sejam ditaduras (sejam elas, no limite, venezuelanas ou norte coreanas), tão incapaz de ver e de criticar a realidade como os militantes do PC, ao longo dos tempos, foram sempre incapazes de “abrir a boca” contra o regime soviético (como o são, ainda hoje, face aos desmandos provindos do Kremlin).
Para isso, para que cada uma das suas “histórias” possa ter um espectro de abrangência interclassista, contam sempre com os idiotas úteis do centro e da “direita socialite”, eternamente dispostos a validarem, com o seu apoio, as lutas e as batalhas que a esquerda quer, que a esquerda lança e que a esquerda manipula.
São esses “tontos”, sempre movidos de “boas intenções, quase sempre sem perceberem ao que vão, como vão, porque vão e, muito menos, qual a utilidade que isso terá (a não ser a aureola “romântica” de um dia poderem dizer … “eu estive lá”, esperando que os filhos e os netos não lhes perguntem a fazer o quê, nem se, depois, alguma vez foram consequentes com o que lhes mandaram gritar) … são esse “tontos” que validam a imoralidade dos regimes de esquerda no mundo e os dislates das forças de esquerda nos países onde são minoritárias.
Por isso são cada vez mais os que vão deixando de respeitar esses censores de comportamentos, esses inquisidores de opiniões políticas, esses serviçais de novas “polícias de costumes” que temos de acreditar poder derrotar.
Não exijo que ninguém pense como eu, mas quero que todos respeitem a minha forma de pensar!
Não quero que ninguém seja condicionado pelo que penso, mas exijo que todos sejam livres para poderem pensar (ou não) como eu.
Revejam cada uma das situações que foram noticiadas nos últimos dias, nas últimas semanas, nos últimos meses.
E vejam quem vos grita aos ouvidos sobre qual a posição a adotar, qual o caminho que (quase) todos os órgãos de comunicação social nos disseram dever seguir, quais os políticos – nacionais e internacionais – que nos dizem obrigatória temos de desprezar!
Porque esses não conseguem imaginar o dia em que pensemos pela nossa cabeça e que cada um de nós seja … POLITICAMENTE INCORRETO.