
Rui Gomes da Silva
Temos um novo Ministro da Administração Interna!!!
Um novo MAI que não telefonou a anunciar “Pai… sou Ministro” (como um seu antecessor), mas – antes – sentiu um “apelo”… do Terreiro do Paço (presumimos nós)!
Um novo MAI que a prudência e a legítima expectativa de todos os portugueses, traduzidas no “talvez seja desta…”, me aconselharam a dar, num primeiro momento, o “benefício da dúvida”… o que não significou um cheque em branco nem, muito menos, pode ser confundido com uma caminhada “gloriosa” sem qualquer escrutínio!
Um benefício da dúvida – reconheço – com medo de que esta seja mais uma escolha pelo passado e não pelo que o presente possa trazer.
Uma escolha do atual primeiro-ministro, do PSD, do, até agora, Diretor Nacional da Polícia Judiciária, que tinha sido escolhido para esse cargo pelo anterior primeiro-ministro, do PS (de quem, aliás, a “voz populi” dizia ser amigo e visita de casa).
Uma escolha a recair sobre a mesma pessoa que – há uns meses – tinha ficado meses à espera de ser reconduzido no cargo de Diretor Nacional da Polícia Judiciária (vá lá saber-se porquê), exatamente por quem, agora, o “escolheu” para MAI.
Não acreditamos na tese conspirativa que as razões pelas quais não o conseguiu substituir então, serão as mesmas razões pelas quais foi obrigado a escolhê-lo, agora!
Mas o mais estranho de tudo isto talvez seja o elogio rasgado dos que, no PSD, sempre o viram como a encarnação do mal, e que, desta vez, foram os primeiros a bater palmas à escolha, ao lado dos seus velhos amigos do PS, esses, sim, coerentes nas razões e – quem sabe – esperançados que este novo ministro (agora já lá dentro) lhes possa “abrir a porta”, na primeira oportunidade.
Face a essa escolha, há os que aproveitam para constatar o “taticismo” permanente em que vive este Governo… e – confesso – não vejo como os desmentir!
Como os que estranham que não houve – da parte do convidado – mais do que umas simples palavras para o convite e para quem o fez, em vez de fazer realçar a honra que isso poderia ter representado, pelo projeto que estaria disposto a concretizar…
Tudo isto para além de passarmos a saber que, afinal, o Diretor Nacional da Polícia Judiciária não sabe nada de nada sobre investigações a correr na “Casa”… o que, ainda assim não dará para desvalorizar a escolha sobre quem será o sucessor de Luís Neves na PJ.
E – sejamos objetivos – ou o escolhido será um dos homens de confiança do agora MAI, e essa opção resultará numa derrota muito evidente de Luís Montenegro… ou a opção será por alguém que não tem nada a ver com Luís Neves e essa será a primeira derrota deste… como ministro.
Vitória ou derrota de quem – vindo de fora, sem qualquer ligação anterior com as máquinas partidárias, o que poderia explicar a opção – aceitou ir para um cargo com a importância de ministro da Administração Interna, sem levar consigo, para Secretário de Estado, alguém da sua confiança.
Nem um, sequer, em três possíveis!
E isto significará ou desvalorização desses “ajudantes” (na designação de Cavaco Silva) ou desconhecimento sobre “ao que vai”!
Ou será que o “apelo” também trazia instruções para não descer ao nível dos “meninos” – sempre com honrosas exceções – que acompanham Luís Montenegro no Conselho de Ministros?
Se for o “caso”… será “caso” para afirmar que, depois de já conhecermos o “apelo da selva” (versão Jack London), passaremos a ter, agora, a versão “apelo do Terreiro do Paço” (versão Luís Neves)!!!
A seguir as cenas dos próximos capítulos.

Rui Gomes da Silva
O Portugal “politicamente correto” anda feliz!
E, tendo respirado de alívio com os resultados das presidenciais – voltemos a um pormenor da noite eleitoral da semana passada – coincidiu no anúncio de um período de três anos e meio sem eleições.
Tão coincidentes os discursos do Presidente eleito, do líder do Governo e do líder da oposição que – acreditando não terem sido combinados – não podem ter outra explicação senão o medo que elas… eleições… causam a esses protagonistas da política portuguesa.
Ao Presidente da República eleito,… o medo que uma possível ida às urnas, por sua decisão última, possa colidir com as promessas que fez na campanha eleitoral (e que sabe que, com toda a probabilidade, não irá cumprir)!
Como se – e repito-me tantas vezes quantas as que forem precisas – a estabilidade fosse um fim em si mesmo!
Mas, também, medo que essa sua decisão seja o detonador de uma futura vitória de André Ventura e que isso o obrigue a ter de empossar um governo liderado pelo Chega!
Por medo, também, o do líder da actual maioria minoritária na AR,… medo que uma ida às urnas traga uma cada vez mais previsível vitória do Chega!
E ao que isso obrigaria, em termos de ginástica política, com o recurso último do Bloco Central, de braço dado com o PS, no que será (sim, vai ser, estou cada vez mais convicto disso) o fim do PSD.
Medo, por último, do Secretário Geral do PS, por poder vir a não ser o Partido mais votado, ou –sequer – ter mais votos do que o PSD e, com isso, ver-se apeado do cargo que vai exercendo por falta de comparência dos barões do PS (alguns dos quais terão, a partir de Março, “base operacional” em Belém).
Ou seja… o medo de eleições juntou os “protagonistas do sistema”!
Mas… sendo verdade que a nossa mente atrai o que tememos… eu não vejo como haverá outra forma de sair da crise que está a chegar!
Por muito que nos possamos entreter com a interpretação e análise do discurso do novo PR, a 9 de Março,… ou com o futuro de Marcelo fora de Belém,… ou sobre quantos serão os Ministros e os Secretários de Estado remodelados logo após a entrada em funções de António José Seguro,… ou se uma queda de um enfermeiro arrasta a queda de um Secretário de Estado que, por sua vez, leva consigo uma Ministra, etc., etc., etc.!!!
Podemos ir discutindo tudo isto e mais o que já andamos a discutir há cerca de um ano… mas –por muito que o sistema não queira – teremos eleições legislativas até ao fim do inverno de 2027.
A pensar num futuro melhor para Portugal!!!

Rui Gomes da Silva
António José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais. Parabéns, por isso, a quem foi eleito, partindo de uma posição de verdadeiro proscrito do sistema (muito por culpa do seu sucessor na liderança do PS), até chegar a Belém, por mérito próprio, impondo-se a todos os que nele votaram, que – com honrosas excepções – não o queriam ou não o imaginavam Presidente até há cerca de pouco mais de um mês atrás.
Ganhou, por isso, sem ficar com dívidas de gratidão a ninguém, por quaisquer apoios recebidos, incluindo o do seu Partido de origem, que tudo fez para encontrar outro candidato.
Ganhou – também – sem ter sido o candidato das “redações” (a não ser no período entre a primeira e a segunda volta… tanto era o medo dessas mesmas “redações” verem o povo eleger André Ventura).
Sim, medo de André Ventura, a única razão desta verdadeira “união nacional” de apoios (para além daquele seu punhado de amigos de quem todos tinham pena no princípio desta corrida a Belém)!
André Ventura, a quem António José Seguro deve o resultado que conseguiu… pois, apesar de não ter nenhum voto seu, a não ser o do tal grupo de amigos que o apoiou na primeira hora (vejam bem quem estava na apresentação da candidatura), ainda assim conseguiu ter sido o presidente eleito com a maior votação em toda a história da democracia portuguesa.
Um André Ventura – derrotado matematicamente, sem qualquer dúvida, nestas eleições – que, para além de ter sido o vencedor das “primárias” à direita, ganhando, com isso, a legitimidade de disputar a segunda volta destas eleições, alcançou, agora, um novo resultado histórico.
Muitos não perceberam o significado dessa votação, a única conseguida – desde o 25 de Abril – por um líder partidário no activo e com as consequências que isso terá na reconfiguração do sistema partidário português.
Até porque – para desespero de todos os partidos políticos, com excepção do Chega, de todos as figuras relevantes dessa nova “Brigada do Reumático”, na sua versão 2026, e de todas as “redações” que, em desespero de causa, foram apoiar quem nunca gostaram – nunca foi tão verdade a frase (sempre repetida) que a maioria presidencial se esgotou no próprio dia da eleição!
Ao contrário dos votos de André Ventura, que serão sempre o que deles ele quiser fazer, os votos de António José Seguro voltarão, pelo seu pé, a quem pertencem.
Com a agravante de todos os que, à direita do PS, nesse seu afã de exprimir o ódio a Ventura, apelaram ao voto em Seguro, se terem esquecido de princípios essenciais da ciência política.
Quando – por medo – tratam alguém do espectro democrático, mesmo à direita, como um inimigo a eliminar, cometem dois erros.
O primeiro, transformando o sistema num bloco monolítico, sem capacidade de resolver os seus problemas internos, com a alternância democrática.
O segundo, o de transformarem quem não querem como um objectivo apetecido e cada vez mais provável de vir a vencer eleições… um dia, muito próximo, com maioria absoluta.
Poderão até ensaiar a possibilidade de o proibir de concorrer… mas esses erros só vão contribuir para as próximas e sucessivas vitórias de André Ventura.
O último desses erros previsíveis será o de fazer um governo de bloco central.
E se o PS poderá nunca aceitar ser segundo… estejam descansados que o PSD aceitará (com a reposição do estafado discurso do “interesse nacional” e a tentar trazer para dentro a IL… ou o 2031 ou o que for)!
Pelo meio… o agitar do “papão” do medo da direita,… o episódio anual do “Folhetim do Orçamento”, a começar já hoje, no Parlamento,… o drama de uma remodelação que parece ter sido forçado pela Ministra, diretamente com Belém, contra a vontade de Montenegro,… o mesmo Luís Montenegro cujo Governo se prepara para deixar as vítimas das tempestades deste Inverno como ainda continuam as vítimas dos Incêndios do último Verão, ou seja, sem qualquer apoio recebido!!!
E com isto… lá voltaremos ao normal, depois de umas eleições presidenciais.
Umas eleições em que os que ganharam não puderam festejar.
Não puderam festejar os que, no PS, queriam todos menos Seguro em Belém,… não puderam festejar todos os que, à direita do PS, apoiaram Seguro, sem qualquer convicção, apenas porque não querem ver Ventura a mandar,… não puderam festejar os que, à esquerda do PS, desapareceram (de vez, espero eu) do espectro político português,… não puderam festejar os que votaram Ventura porque o querem como Primeiro-Ministro,… não pode festejar André Ventura porque embora tenha tido uma grande vitória, perdeu uma eleição.
Com os seus 43 anos,… com 1,8 milhões de votos e os adversários com quem vai ter de se encontrar, um dia, a terem cometido o erro de terem apoiado um socialista (como o fizeram)… o futuro é – mesmo – de André Ventura!!!

Rui Gomes da Silva
No próximo domingo vamos voltar a escolher um novo Presidente da República. E, tirando a excepção – repetidamente invocada – de 1986, desta vez os “donos da opinião publicada” não conseguiram fazer eleger, à primeira volta, quem queriam… para “descanso do sistema”!
Durante meses, os pretensos “novos donos disto” tentaram fazer de cada debate, de cada análise ou de cada comentário (quase sempre sem contraditório, como convém… não vá o “povo” ser sensível aos argumentos desses “intrusos”)… tentaram fazer desta eleição um verdadeiro plebiscito sobre quem queriam a representá-los, para que nada lhes fugisse do controle.
Foi assim, primeiro com Luís Marques Mendes… o “seu candidato”, até terem percebido que, com esse, não iam lá.
Percebida a impossibilidade, mudaram-se, de armas e bagagens, para Cotrim de Figueiredo, na esperança que difícil, difícil era fazer passar quem queriam à segunda volta.
Mas a coisa não correu bem e foram obrigados a mudar o seu apoio – a contra-gosto, percebeu-se, logo, à distância – para António José Seguro, a quem nunca reconheceram (no e pelo seu passado) uma única virtude… nem nunca lhes mereceu um elogio (que não circunstancial), enquanto líder do PS.
Muito poucos, foram, mesmo, os que, nos debates da primeira volta, o deram a vencer André Ventura, tal era a certeza (então) da sua irrelevância.
Percebe-se – agora – nesta segunda volta, as razões da fuga a todos os confrontos de ideias, bem como o silêncio a que votaram essa atitude anti-democrática, sem uma crítica, sequer, desses “donos da opinião publicada”,… não vão os apoios dados desaparecerem num ápice, com a exposição, na praça pública, da banalidade do discurso e da mão cheia de coisa nenhuma do (agora)… seu candidato.
Mas, ainda assim, do único frente-a-frente em que o candidato da “Nova Brigada do Reumático” (da direita portuguesa ex-anti-socialista) aceitou participar, ressalta a frase de André Ventura, ao prometer ser “um Presidente que defenda as pessoas e não os Governos”!!!
Passados uns dias apenas, com as tempestades a assolarem Portugal e com toda esta sucessão de atitudes inimagináveis e inexplicáveis do Governo, desde o Primeiro-Ministro até aos seus “ajudantes” (não, não é só a Ministra da Administração Interna, ou o da Economia, ou o da Presidência… são quase todos), percebeu-se o que significa não ter ninguém que não se preocupe com a sua sobrevivência política, mas, antes, com as pessoas!
Porque Luís Montenegro e os seus “acompanhantes” apenas se têm preocupado com a ocupação do poder e não com os portugueses,… e Seguro, para não perder os poucos votos que parece ter recebido do que resta do centro-direita, não pode anunciar ao que vai (como irá, certamente,… cá estaremos para ver)!
Ou seja, um só quer manter-se no poleiro, o outro só quer saltar para lá,… o primeiro sem nenhum projecto político visível, o outro sem poder anunciar ao que vai (meter o PS,… o seu PS, de novo, no poder, com o regresso do Bloco Central)!
Por isso, a quem, agora como antes, se opõe ao “centrão dos interesses”, chamam sempre de fascista!
É mais fácil… especialmente para quem não tem grandes ideias para apresentar.
Foi assim – como vou sempre lembrando – em 1978 e 1980 com Francisco Sá Carneiro… mas, ainda assim, ganhou!
Foi assim – também – em 1985 e 1987, com Aníbal Cavaco Silva… mas, ainda assim, ganhou!
Será assim, ainda, com André Ventura… que, um dia destes, ganhará!
Quanto ao PSD, continuo a pensar o mesmo que tenho dito e escrito,… e que só vai sendo confirmado com todos estes apoios a António José Seguro.
Com esta “romaria” – ao arrepio do que deveria ser a posição de todo o Partido –vapenas estão a antecipar as condições para o seu desaparecimento (irrelevância … para não chocar tanto os meus ex-companheiros).
Até porque ao vermos pessoas com grande responsabilidade na direção política do PSD a declarar o seu apoio a Seguro… isso só poderá significar uma campanha dissimulada de Montenegro.
Com todos essas declarações (especialmente com a última conhecida), o apoio do PSD ao ex-secretário-geral socialista passou a ser oficioso, senão mesmo oficial.
O PSD será, a muito curto prazo, um PS 2, e vai representar – é bom recordá-lo – aquilo que os “Opções Inadiáveis” defendiam, em 1978, e que levou à ruptura com Francisco Sá Carneiro.
Para todos eles, o PSD devia coligar-se com o PS.
Sá Carneiro preferiu o caminho contrário… e venceu!!!
Hoje, quem pensa como ele, só pode votar André Ventura.
Para termos… “um Presidente que defenda as pessoas e não os Governos”!!!
Domingo… eu vou votar André Ventura.

Rui Gomes da Silva
A 14 de Março de 1974 – a 42 dias da Revolução do 25 de Abril – Marcello Caetano obrigava os seus oficiais superiores a jurarem-lhe fidelidade, tentando parar o movimento de contestação que se tornara bem visível após a publicação do “Portugal e o Futuro”, de António Spínola.
Numa “romaria de promessas de amor eterno”, quase todos os Generais e Almirantes de então (com as excepções conhecidas) lá foram garantir o apoio ao regime do Estado Novo… que abanaria dois dias depois, a 16 de Março, com o falhado “golpe das Caldas” e cairia, com estrondo, a 25 de Abril.
Também hoje, quase 52 anos depois, um regime cansado e esgotado, com o “povo” muito farto dos entendimentos, parcerias e acordos dos seus “Partners” (como, numa designação muito feliz, lhes chamou André Ventura, porque encerra, numa só palavra, tudo o que representam esses novos capatazes dos interesses em Portugal),… também hoje estamos perante uma nova “Brigada do Reumático”.
Uma “Brigada do Reumático” que não se quer esgotar após o dia 8 de Fevereiro (como costuma anunciar quem alcança cada maioria, tão presidencial quanto circunstancial) mas que, desta vez, antes se organizou para continuar a mandar em Portugal, face a quem os ameaçou a sério!
Mandar a seu bel-prazer, com duas únicas preocupações… eleger quem não os impeça de continuar a mandar… e impedir a eleição de quem quer mudar tudo isto.
Como hoje é bem patente que quer André Ventura!
Pelo voto, em democracia, com um só desígnio… mudar – mesmo – tudo isto.
Nós sabemos que cada um desses subscritores desta nova “Brigada do Reumático” só se representa a si próprio.
Os mais novos por não serem nem terem sido (com uma ou duas excepções) líderes de nada,… os mais velhos porque, apesar de já terem sido alguma coisa (dois ou três… muita coisa, mesmo), não perceberam que, hoje, nada dizem á maioria do povo português!
Até um dia, em que, mesmo todos juntos, perderão a credibilidade que ainda lhes resta, a razão que já deixaram de ter há muito e o respeito que já não merecem.
Para além de uma incoerência gritante de quase todos eles, fazem-no para que alguém não lhes venha “estragar a festa” em que andam há anos, por se considerarem donos do regime.
Os mais novos… porque acham que só assim terão assento nas reuniões de divisão da “coisa comum”, no caminho para “Partners” a que anseiam ser alcandorados (com uma ou duas excepções … já que o fizeram ao arrepio de tudo o que pensam, embora achem que só assim poderão voltar a ter a possibilidade de ter “novas oportunidades”, concedidas por quem tem o monopólio da “opinião publicada”).
Os mais velhos… por acharem que esse posicionamento os mantém à tona da água de um regime que teima em já não querer saber deles (com uma dúzia de excepções, que o faz na vá esperança de um lugarzinho no Conselho de Estado ou de pequenas sinecuras, mas, ainda assim, muito respeitadas no “Olimpo” dos “Partners” e passíveis de serem usadas nos “negócios do regime”, que o Presidente eleito terá para distribuir).
Ou seja… quase todos os “novos” dão o seu apoio ao passado… por um prato de lentilhas… e quase todos os “velhos” dão o seu apoio a quem não representa o futuro por não terem já capacidade nem influência para voltar a sonhar em mudar o mundo.
Os “novos”… nunca mais se livrarão desta “sombra” e os “velhos”… não conseguirão sair do anonimato a que foram conduzidos (até porque, a maior parte deles, nunca se sujeitou a votos, antes vivendo sempre a “surfar a onda” de quem ganhava, não importava em nome de quê… desde que os levasse…).
A esses… “defensores de convicções alheias”, capazes de apoiar “tudo e o seu contrário”, como nestas eleições ficou evidente, face a posições assumidas no passado, desacreditando e tentando “assassinatos de carácter” do candidato que agora elogiam e dizem ir votar … a esses … “a História não absolverá”!
E se Roma, desde o tempo de Viriato, “não paga a traidores”, também Portugal não deixará de “não pagar” a quem se esqueceu dos valores e dos princípios em nome de uma nova “União Nacional”, contra o futuro,… só porque o futuro, para além de querer um Portugal novo,… não conta com eles!
O problema – para esses – é que, todos juntos, já valem muito pouco e, com este apoio, valerão muito menos.
O que iremos confirmar a 8 de Fevereiro e pelas eleições que se seguirão…
Porque nunca o futuro – historicamente –foi feito por qualquer “Brigada do Reumático”!
Antes pelo contrário… o futuro garante-se e é feito sem (se necessário, contra) as “Brigadas do Reumático” que teimam em resistir por todo o lado.
Em 2026 e nos próximos anos (como em Abril de 1974 e, de pois, em Novembro de 1975), em Portugal… como no resto do Mundo!!!

Rui Gomes da Silva
André Ventura – contra todos os ventos e marés dos desejos expressos do comentário político nacional – ganhou, por direito próprio, a presença na segunda volta das eleições presidenciais de 2026.
E conquistou essa honra (a maior da sua vida pública, como o próprio reconheceu) num espaço à direita, dividido com outros três candidatos que, à partida, teriam mais hipóteses de estarem presentes na decisão final do dia 8 de Fevereiro.
Vamos, por certo, ter uma nova campanha eleitoral, onde André Ventura continuará a falar do que preocupa os portugueses (imigração, criminalidade, corrupção, saúde, habitação, educação) e na qual o candidato da área socialista não poderá continuar a fugir de tomar posição sobre o que quer que seja!
Não será mais possível – a António José Seguro – escusar-se a dizer o que pensa sobre tudo o que for polémico, caminho por que optou na primeira volta, pela única razão de não ter de disputar o espaço político da esquerda com mais ninguém (a não ser as insignificâncias da extrema-esquerda que apenas se fizeram ouvir neste estertor final da sua representação política visível).
Mas André Ventura chegou a esta segunda volta porque é – de facto – o herdeiro dos líderes de direita (não tenhamos vergonha da designação) com carisma, que privilegiando a relação direta com os eleitores, conseguiram vitórias inesquecíveis.
Francisco Sá Carneiro conquistou duas maiorias absolutas (em 1979 e 1980) como líder de um bloco anti-socialista, quando o País político era (quase) todo de esquerda.
Aníbal Cavaco Silva ganhou eleições com duas maiorias absolutas (em 1987 e 1991) quando o País político ainda era maioritariamente de esquerda.
Maiorias absolutas conseguidas – todas elas – contra o Partido Socialista, mas, também, contra a ideia do Bloco Central (de 1983) ou da candidatura presidencial de Mário Soares (de 1986) que, aliás, levou a um processo de expulsões de “barões” do PSD, fiéis defensores de alianças com o PS.
Os que, na área da direita democrática, em 2026, apoiam António José Seguro, serão os herdeiros políticos – na “traição” e na subsequente irrelevância política – dos que, em 1979, se opuseram (num primeiro momento) à visão de Francisco Sá Carneiro, em querer listas únicas, com o CDS (e, depois, com o PPM e os “Reformadores”), ou dos que, andaram a chamar fascista a Aníbal Cavaco Silva, desde 1981 até ao Congresso da Figueira da Foz, em 1985, e acabaram expulsos, pelo próprio Cavaco, depois de terem apoiado Mário Soares, contra Diogo Freitas do Amaral, em 1986.
Todas as lideranças carismáticas – no PSD, ou seja, na direita do espectro político português – recusaram, sempre e liminarmente, qualquer ideia de Bloco Central.
E mesmo quando não foram os líderes dessa área política, foi através dessa ideia que se afirmaram na política portuguesa (basta recordar a “Nova Esperança”, entre 1983 e 1985, cuja influência na ocupação dos mais altos cargos políticos em Portugal durou, desde então até ao presente).
Mas mesmo com esses “cavalos de Tróia” – donos e senhores apenas do seu voto – será possível a André Ventura ganhar as eleições presidenciais a 8 de Fevereiro?
Claro que sim!
Porque, apesar dessas tentativas de condicionamentos – pela pressão exercida por quase toda a comunicação social – a margem de potenciais votantes no actual líder do Chega, hoje, é muito superior ao eleitorado de esquerda.
E numa disputa que acabará por ser tão ideológica… veremos se a opção natural maioritariamente, neste momento, do povo português será ou não condicionada por esse “lobby” exterior aos interesses de todos (mas muito relevante para cada um desses interessados, para continuarem sentados a usufruir dessa situação)!!!
A vitória de André Ventura já foi impossível, já foi muito, muito difícil e é – hoje – ainda bastante difícil.
Mas já não é impossível.
Porque, tal como em 1979, 1980, 1985, 1987 ou 1991, os então chamados de fascistas, que vinham para acabar com o 25 de Abril, com a liberdade, com a democracia, com os direitos sociais, com tudo… ganharam e governaram Portugal, democraticamente, em liberdade e respeitando a constituição da República Portuguesa… por muito que discordem de algumas coisas que lá estão.
A diferença?
A convicção, a determinação e o carisma dos que, então, ganharam!
Sem ligar aos que se prestam a fazer este papel de “idiotas úteis da direita” (com todo o respeito intelectual e pessoal que me mereçam alguns… que não todos… os que, até agora, se prestaram a esse papel), alguns dos quais, então muito mais novos, estiveram, nesses momentos, a escrever, sobre outros, o que eu escrevo agora sobre eles!
A diferença é que eu continuo a ser fiel ao que sempre pensei… sem medo da liberdade e de ser – eu próprio – livre como sempre fui!!!
E André Ventura, continuando a bater-se pelas suas causas, obrigando o seu adversário a vir a terreiro dizer o que pensa sobre tudo (sem se refugiar em lugares-comuns, sem dizer nada), terá essa possibilidade.
Já não terá 25%, como, ainda há uma semana, ouvi alguém “jurar” que seria o seu “teto eleitoral” máximo, com ele numa segunda volta, que tudo fizeram para evitar.
Mas – estou certo – com a mesma humildade de sempre e o carisma que hoje, na política portuguesa, a este nível, só ele tem.
Só são precisos 50% mais 1 dos votos validamente expressos!
Por isso, a 8 de Fevereiro (e perdoem-me a imodéstia), usando o título do livro que publiquei, em Novembro de 2023, falando sobre o que tinha acontecido e antecipando muito do que ia começar a acontecer, nos tempos mais próximos, na política portuguesa, sem medo e por Portugal,… “NÃO TENHAM MEDO DA MUDANÇA”.

Rui Gomes da Silva
No dia 18 de Janeiro, na primeira volta de umas eleições presidenciais (com decisão adiada para Fevereiro), eu vou votar André Ventura.
E vou votar por convicção!
Não contra ninguém, não por ser o mal menor, mas por querer tudo o que André Ventura deseja para Portugal.
Nos valores, nos princípios, no projecto político, no respeito pela moral e pela ética, na defesa absoluta da democracia e do voto popular… em tudo isto me identifico com André Ventura.
Não voto, por isso,… também por isso, repito,… contra ninguém, respeitando todos os outros candidatos da área democrática (alguns dos quais conheço, pessoalmente, há muito)
Voto por ser este o caminho que quero para Portugal!!!
Uma política de reafirmação de um Estado forte, implacável com os infractores.
Um País onde todos – mas mesmo todos – sejam obrigados a cumprir a lei e onde afirmar isto mesmo não seja um crime.
Um País onde todos os que cá vivem (ou queiram viver) o façam de acordo com as regras e a cultura dos portugueses, respeitando sempre as diferenças, mas sem nunca desrespeitar as maiorias.
Onde a Saúde não seja uma doença sem cura, mas antes a cura para todos as doenças, com resposta imediata sem desculpas pelos atrasos e pelas falhas, tornando normal o que nem sequer deveria ser admitido como possível.
Onde a habitação seja um direito e não um pesadelo, tornando impensável admitirmos que alguém viva na rua sem que o Estado nada faça para resolver essa vergonha.
Onde todos possam usufruir de formação académica – na escola, no liceu, na faculdade ou numa escola profissional – sem que sejam obrigados a ter de “engolir” ideologias de género ou qualquer outra informação da cartilha de uma esquerda (extrema ou não) que encontra nessa “guerra” o disfarce e a superação da falência do seu modelo de sociedade.
Um País onde os políticos se preocupem em conviver sem cedências ideológicas ao nosso posicionamento geopolítico tradicional, com voz activa no concerto das Nações Europeias, sem que isto signifique deixar de lutar pelos nossos interesses perante os burocratas de Bruxelas.
Um Portugal onde o orgulho de ser português volte a ser o sentimento de cada um de nós!
Por tudo isto, mas por tantas outras razões, eu vou votar André Ventura.
Para que – com a mesma humildade e a mesma disponibilidade de lutar por cada voto, em frente a cada eleitor – André Ventura seja capaz de, na segunda volta (de forma e por meios democráticos… por muito que isto custe aos que o odeiam), voltar a surpreender este “regime” e conseguir o que (quase) todos não julgam possível: ser Presidente da República.
Dia 18,… eu voto André Ventura!!!

Rui Gomes da Silva
As recentes declarações de Luís Montenegro são bem elucidativas sobre as dificuldades com que o PSD está a ser confrontado nesta campanha presidencial.
Seja pela falta de empatia do candidato, traduzida na impossibilidade de fazer o pleno dos votos do PSD, seja pela incapacidade do primeiro-ministro em conseguir convencer o seu bloco de apoio que está a governar bem, a verdade é que Luís Marques Mendes está a ser uma “enorme dor de cabeça” para o seu partido.
Só por essa razão se entende o apelo de Luís Montenegro ao voto no seu antecessor (entre 2005 e 2007).
A outra hipótese (que não a de uma derrota eminente, que causará grandes problemas políticos a uma maioria tão frágil como aquela que, hoje, tem a AD) seria a de o ex-comentador da SIC ir ganhar as eleições e o líder do PSD estar a fazer valer os seus “créditos” nessa vitória!
Infelizmente para os dois – Marques Mendes e Montenegro -, a versão mais plausível será a primeira… a da antecipação de um descalabro eleitoral que custará muito ao PSD nos próximos meses.
É, pois, uma declaração em desespero de causa!
Tão grande desespero que levou a que Montenegro não tivesse sido cauteloso, não salvaguardando os votos e a maioria (mesmo relativa) que tem, sem querer saber de gerir as responsabilidades que tem, pela função que exerce, “em nome do PSD”!
De facto, ao tentar colocar esses mesmos votos ao serviço do candidato Luís Marques Mendes, Luis Montenegro deu a entender a enorme fragilidade que o acompanha nessas funções, e porque precisa de um Presidente “muito amigo”, cuja legitimidade seja derivada da maioria governamental.
Para “este” PSD, só com um Presidente da República que não ponha em causa a posição do atual primeiro-ministro conseguirá sobreviver por mais algum tempo no Palácio de São Bento.
Com a imagem da governação a deteriorar-se, seria preciso alguém em Belém que sustentasse e “andasse ao colo” com o Governo, o que só acontecerá (aconteceria talvez seja o mais aconselhável escrever) com Luís Marques Mendes.
Por isso, o desespero da constatação… por isso, o desespero do apelo… por isso – também – o desespero da renovação da “narrativa” da aprovação do Orçamento, a tantos meses de distância.
Se revisitarmos estes anos de liderança de Montenegro, há sinais permanentes da sua estratégia de vitimização que não o deixam, sendo um deles o da votação do Orçamento.
Não basta invocar Francisco Sá Carneiro para que os portugueses se sintam impelidos a votar no PSD ou nos seus candidatos.
Seria necessário dissipar dúvidas sobre o passado, resolver o caos da Saúde, tratar da legalidade da Imigração, acertar na estratégia para a Administração Interna, entre outros casos… e não se percebe como o conseguirão.
Daí o desespero nestas presidenciais, antecipando o desespero para o resto do ano, daí a fragilidade absoluta do PSD que começará a tornar-se bem mais evidente com a derrota nestas eleições do início de 2026.
Antecipando o descalabro – arrisco eu – das outras eleições que ocorrerão no início de 2027 (ou antes, se calhar).

Rui Gomes da Silva
A fechar este ano de 2025 – e antes de pensar no Ano Novo que está mesmo a “bater-nos à porta” – nada como perguntar se é mesmo este o Portugal que queremos… o Portugal com que sonhamos… o Portugal que imaginamos ajudar a construir…
Um Portugal com futuro, sem constrangimentos, livre e sem mordaças, sem casos que nos envergonhem enquanto comunidade!
Como – a título de exemplos mais paradigmáticos- os casos da espera nas urgências dos hospitais, ou – também de espera-nos aeroportos nacionais…
Os primeiros (os dos que precisam de recorrer ao Serviço Nacional de Saúde) chegando, nalguns casos, às 26 horas de espera…
Os segundos (os que tentam entrar no País pelos aeroportos nacionais) chegando a esperar 7 horas para passar o controle de passaportes…
Aos primeiros, com tanta gente sem ter outro “remédio” senão esperar, o Governo – que prometeu resolver o problema das urgências em 60 dias – pede paciência… quase 2 anos depois de entrar em funções.
Aos segundos, porque a espera já tem muita gente influente e com poder lá pelo meio – como o atestam alguns dos que publicamente expressam a sua revolta pela situação – resolve responder com a suspensão do rigor das regras de entrada em território português.
Em tempos de concessão de pontes atrás de pontes… (e pensar eu que um Governo “começou a ser demitido” por ter concedido um único dia de tolerância de ponto)… nada como pedir para esperar ou “levantar as guardas” para toda a gente poder entrar.
Mas – pergunto eu – não chegará de tanta incompetência???
Não será o tempo de dizer basta a tanta situação incompreensível???
Não haverá um tempo para pensar mais nos portugueses e menos nos interesses de alguns – pouquíssimos – sempre beneficiados em cada distribuição de lugares, feita pela fidelidade ao líder e não pela capacidade e pela competência???
Dia 18 de Janeiro poderemos começar a corrigir isto tudo e votar em quem acharmos que vai – mesmo – ajudar a construir o Portugal que queremos!!!
Para acabar com este estado de coisas… eu, por mim já decidi!
Para termos – todos – um grande 2026.