Um convite para visitar Portugal, os efeitos da depressão Kristin, os PALOP e relação com a Igreja Católica. Temas da visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Vaticano, a sua última como chefe de Estado a um Bispo de Roma.
Marcelo Rebelo de Sousa foi esta segunda-feira recebido pelo Papa Leão XIV no Vaticano. O encontro decorreu de manhã, com o hóspede de Belém a reunir-se também com o Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin, e com o Subsecretário para as Relações com os Estados, o Arcebispo Paul Richard Gallagher.
A conversa com Sua Santidade demorou cerca de 25 minutos e teve tempo para um convite a visitar Portugal nas comemorações dos 110 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, que terão lugar em 2027. Em declarações aos jornalistas, o Presidente da República revela ter “esperança” de que o sumo sacerdote aceite o seu apelo. Marcelo falou ainda num “gesto espetacular” do Pontífice da Igreja Católica, que há dois dias enviou uma carta dirigida aos portugueses manifestando o seu pesar pelas vítimas e a sua preocupação com o estado do país.
Em comunicado de imprensa, a Santa Sé acrescenta que as conversações com a Secretaria de Estado decorreram num tom cordial e deram lugar a vários temas, para além dos já referidos. As boas relações de Portugal com a igreja ou a situação sociopolítica nacional e internacional, com especial atenção para os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), são alguns exemplos de um diálogo que primou pela importância de um compromisso com o apoio à paz no mundo.
Esta foi a sexta vez que Marcelo Rebelo de Sousa visitou Vaticano como chefe de Estado. A sua derradeira viagem enquanto Presidente da República está prevista para os dias 5 e 6 de fevereiro, em Madrid.
















