O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (SNBCI) atualizou esta terça-feira o número de locais de culto afetados pelas tempestades das últimas semanas, revelando que foram já identificados 185 edifícios com danos significativos.
Em comunicado enviado à agência Ecclesia, o organismo refere que os edifícios atingidos pertencem aos distritos de Leiria — o mais afetado —, Santarém, Coimbra, Lisboa e Castelo Branco, apresentando diferentes níveis de gravidade.
O SNBCI adianta que, nos últimos dias, foram estabelecidos contactos entre o Património Cultural, IP, os bispos e os serviços diocesanos responsáveis pelos bens culturais nas regiões mais atingidas, sublinhando que esta articulação tem sido essencial para o levantamento dos estragos e para a implementação de medidas de emergência. O processo foi, contudo, dificultado em algumas zonas devido a falhas nas comunicações nos primeiros dias após a intempérie.
Segundo o organismo, a persistência de vento forte e chuva agravou a situação do património já afetado. Muitas comunidades retiraram bens móveis para locais seguros e, sempre que possível, o património integrado foi protegido com recurso a plásticos e lonas. Estas coberturas provisórias foram também aplicadas em diversos telhados danificados.
Entretanto, as condições meteorológicas adversas provocaram igualmente danos em património religioso das dioceses de Setúbal, Évora e Beja.
Para responder aos prejuízos registados, foi criada uma bolsa de técnicos de conservação e restauro, arquitetos, sineiros e outros especialistas que se disponibilizaram para colaborar na recuperação do património afetado. O Fórum de Conservadores Restauradores manifestou também disponibilidade para organizar Brigadas de Intervenção Rápida, destinadas à retirada e acondicionamento de bens em situação de maior vulnerabilidade.

















