Cerca de mil profissionais da PSP, GNR, Guarda Prisional e Polícia Marítima manifestaram-se ontem frente à residência oficial do Primeiro-Ministro, em Lisboa. O protesto, organizado pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP), superou as expectativas de adesão e uniu diversas estruturas sindicais contra os cortes previstos no cálculo das pensões de reforma.

Em causa estão alterações legislativas que visam a convergência com o regime geral, reduzindo as pensões de 90% para cerca de 60% a 70% do último ordenado. Segundo Paulo Santos, secretário-geral da CCP, estas medidas representam um “grave erro” que penaliza severamente os agentes, estimando-se que as perdas possam ultrapassar os 30%, ou mesmo 40% no caso dos profissionais mais jovens.

A contestação intensificou-se após o recente chumbo parlamentar de iniciativas que pretendiam salvaguardar o valor das reformas. Os manifestantes exigem a revisão das regras introduzidas progressivamente desde 2005, que impõem novos limites de idade e tempo de serviço, alegando que a atual legislação compromete a dignidade e a estabilidade financeira de quem serviu nas forças de segurança. O protesto reforça a pressão sobre o Governo para reverter um modelo de aposentação considerado “penoso” por sargentos, chefes e oficiais de todas as corporações presentes.

Créditos: APG/GNR