Os Países Baixos são considerados um dos maiores exemplos mundiais da nação velocípede, sendo que ali as bicicletas são usadas em larga escala e um dos principais meios de transporte em todo o país. Mas, para que tudo corra bem, a fiscalização deve ser rigorosa. Na antiga Holanda são recorrentes as operações de controlo de velocidade das denominadas fast bikes/e-bikes.

As autoridades utilizam dinamómetros para verificar se as bicicletas elétricas se encontram dentro dos limites estipulados por lei para a circulação na via pública, segundo as diretrizes da União Europeia, e que indicam que estas devem ter um motor de potência máxima de 250W, cuja velocidade não ultrapasse os 25 km/h. Caso excedem estes valores, os veículos são considerados ciclomotores e ficam sujeitos a regras como o uso de matrícula obrigatória, seguro, carta de condução ou capacete homologado.

Em caso de incumprimento das regras, são aplicadas multas que por norma vão dos 290 até aos 320 euros. Se os velocípedes forem adulterados de modo a exponenciar a potência do motor, as bicicletas podem ainda ser apreendidos pelas autoridades, dependendo da gravidade das alterações provocadas.

Estas medidas mais apertadas surgiram como um garante de segurança na circulação, depois de, em 2022, ter sido registado nos Países Baixos um elevado número de mortes a envolverem bicicletas elétricas de alta velocidade.

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