Todas as albufeiras em Portugal estão cheias e as barragens, à cautela, têm feito descargas controladas da água em excesso. O caudal dos rios ameaça galgar as margens – tanto que a Proteção Civil previu na última madrugada a possibilidade de cheias. A hora crítica, em resultado da chuva abundante, seria pelas oito da manhã. Mas os rios não chegaram a transbordar. O maior perigo passou. Por enquanto.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) – sabe o 24 Horas – admite elevado risco de cheias em zonas urbanas na próxima quinta-feira e no domingo, 8, dia das eleições. A chuva abundante prevista para esses dias e novas descargas nas barragens vão engrossar os caudais dos rios e ribeiras e não é certo que as margens consigam conter a torrente.
O risco é elevado em todas as bacias hidrográficas – à exceção do Guadiana: rios Minho, Cávado, Ave, Sousa, Mondego, Vouga, Águeda, Lima, Douro, Tâmega, Zêzere, Tejo, Nabão, Sorraia e o Sado vão ter caudais muito superiores ao normal e, segundo a APA, podem galgar as margens.
Os planos de prevenção e resposta previstos para hoje, com especial preocupação para as cheias e inundações em várias regiões do país, vão manter-se para a próxima quinta-feira e domingo.
Várias autarquias, como a de Coimbra, têm preparados locais de acolhimento para o caso de ser necessário albergar populações evacuadas das margens dos rios. A Marinha vai continuar em alerta com embarcações semirrígidas nas margens do Mondego e do Tejo, na zona de Vila Nova da Barquinha.

















