A Receita Federal do Brasil registou uma apreensão recorde de canetas emagrecedoras ilegais, num cenário que tem vindo a preocupar as autoridades de saúde e de fiscalização em todo o país.
Os dados mais recentes mostram um crescimento acentuado na entrada irregular destes produtos, com dezenas de milhares de unidades apreendidas apenas nos primeiros meses de 2026. O aumento evidencia a expansão de um mercado clandestino que se tem aproveitado da forte procura por soluções rápidas de emagrecimento.
As chamadas “canetas emagrecedoras” são medicamentos injetáveis utilizados no tratamento da obesidade, geralmente compostos por substâncias como semaglutida e tirzepatida. No entanto, muitas das versões que circulam ilegalmente entram no país sem qualquer controlo sanitário, através de contrabando ou importações irregulares.
As autoridades alertam que o uso destes produtos representa riscos sérios para a saúde, sobretudo quando são falsificados ou manipulados fora das normas de segurança. Há também preocupação com a venda sem prescrição médica, muitas vezes feita de forma informal, incluindo em redes sociais e estabelecimentos não autorizados.
A operação de combate a este tipo de crime tem sido reforçada, envolvendo ações conjuntas de fiscalização em vários estados, com apreensões, encerramento de pontos de venda ilegais e investigações em curso.
O aumento da procura, impulsionado por tendências estéticas e pela popularização nas redes sociais, tem sido apontado como um dos principais motores deste mercado paralelo.
Perante este cenário, as autoridades reforçam o alerta para que estes medicamentos sejam utilizados apenas com acompanhamento médico e adquiridos por vias legais, de forma a evitar consequências graves para a saúde.

















