O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Mendes Cabral, afirmou esta terça-feira no Parlamento que o organismo enfrenta “falhas significativas” que justificam a sua refundação e que algumas destas lacunas passam pela falta de sistemas que permitam saber em tempo real a localização das ambulâncias.

Ouvido pela Comissão de Saúde da Assembleia da República, Luís Mendes Cabral disse que o sistema de emergência pré-hospitalar “já foi um dos mais tecnologicamente avançados do país”, mas que perdeu capacidades ao longo dos anos. Como exemplo, apontou a ausência de um sistema de geolocalização eficaz: “O INEM, neste momento, não sabe onde andam as ambulâncias. Temos de ter uma noção clara, em geolocalização, onde é que andam as ambulâncias.”

O responsável considera que a refundação do instituto, proposta pelo Governo, deve incluir mudanças profundas no funcionamento e na organização da entidade, incluindo a adoção de tecnologia mais adequada para melhorar o despacho de meios e a resposta às emergências.

A audição decorreu num contexto em que o INEM tem vindo a implementar um novo modelo de triagem de chamadas de emergência e a enfrentar diversas críticas por atrasos no socorro a casos graves, incluindo mortes que ocorreram após longas esperas por ambulância.