Apoiado por muitos Soldados da Paz, um bombeiro voluntário, acusa a E-Redes de tentar imputar aos bombeiros responsabilidade pelos atrasos na reposição do fornecimento de eletricidade, após a passagem da depressão Kristin, considerando “vergonhosa” qualquer tentativa de atribuir aos operacionais no terreno a culpa por meio País ter ficado às escuras.
Num comunicado explosivo, divulgado no Facebook, o soldado da Paz dirige críticas diretas à administração da E-Redes, rejeitando a ideia de que a falta de energia se deva à inexistência de acessos limpos aos postes de eletricidade. “Nós somos os Bombeiros, não somos os vossos criados de manutenção”, pode ler-se no texto, que sublinha que a responsabilidade de garantir o acesso e a intervenção na rede elétrica cabe exclusivamente à empresa concessionária.
Segundo a mesma publicação, têm sido frequentes as situações em que equipas subcontratadas da E-Redes chegam ao terreno e afirmam não poder intervir por falta de material ou devido à presença de árvores caídas, solicitando apoio aos bombeiros para desobstrução dos acessos. Para os Soldados da Paz, esta prática revela uma “incompetência logística” e uma ausência de meios próprios por parte de uma empresa que gere uma infraestrutura crítica nacional, alertando para o impacto desta situação na resposta a emergências, defendendo que cada minuto utilizado na limpeza de acessos para intervenções elétricas é tempo retirado ao socorro a populações e ocorrências urgentes: “Cada minuto que um bombeiro passa a desimpedir um acesso para vocês ‘ligarem o fio’, é um minuto que não estamos a acudir a uma emergência real.”
Revoltado e indignado, o bombeiro acusa também a empresa de recorrer à Proteção Civil como “escudo” para justificar falhas operacionais, considerando que essa postura desvaloriza o trabalho dos bombeiros e coloca em risco a segurança das populações. “Atirar a responsabilidade para a Proteção Civil é de uma baixeza extrema.”
No fim do texto, o autor exige respeito pelo papel que os bombeiros desempenham e defende que uma empresa com receitas de milhões deveria dispor de equipas e meios próprios para intervir no terreno, sem depender do voluntariado. “A rede não é vossa? Então a responsabilidade de lá chegar é vossa”, conclui, deixando críticas à gestão da concessionária e à forma como, alegadamente, lida com situações de crise..

















