As Forças Armadas só entraram em estado de “prontidão imediata” cerca de uma semana depois da passagem da depressão Kristin por Portugal, apesar de a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) ter elevado o estado de prontidão de todas as forças para o nível máximo na véspera da tempestade.

Segundo o semanário Expresso, a prontidão imediata dos militares foi decretada apenas na segunda-feira, 2 de fevereiro, decisão que viria a ser validada pelo Ministério da Defesa. A informação foi confirmada pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, que justificou a atuação com uma mobilização “faseada”.

Quatro dias após a tempestade, apenas 240 militares estavam no apoio direto às populações. Esse número subiu para 1.421 no dia 3 de fevereiro e para 2.173 no dia seguinte.

O jornal refere ainda que, nas primeiras 48 horas após a passagem da Kristin, a Proteção Civil fez poucos pedidos de apoio às Forças Armadas. Por exemplo, solicitações para fornecimento de internet via satélite só foram feitas quatro dias depois. Além disso, o Expresso aponta “deficiências de articulação e falta de centralização de informação” entre ANEPC, bombeiros, militares e autarquias, o que terá originado falhas logísticas, como o envio redundante de geradores ou pedidos inadequados de equipamentos de comunicações.