A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), o controverso projeto de reforma laboral apresentado pelo governo do presidente Javier Milei. A votação ocorreu após um dia marcado por greve geral e protestos em várias cidades do país.
O texto já tinha recebido luz verde do Senado na semana anterior, mas sofreu alterações na Câmara e terá agora de regressar à câmara alta para aprovação definitiva. A iniciativa é considerada um dos pilares centrais da agenda económica do Executivo, que defende a necessidade de modernizar o mercado de trabalho e estimular a criação de emprego formal.
Entre as principais mudanças previstas estão a flexibilização dos contratos de trabalho, a revisão das regras de indemnização por despedimento, a ampliação da carga horária em determinados sectores e alterações nos mecanismos de negociação coletiva. O governo argumenta que as medidas vão reduzir custos para as empresas, aumentar a competitividade e atrair investimento externo.
Do outro lado, centrais sindicais e partidos da oposição classificam a reforma como um retrocesso nos direitos laborais. A greve geral convocada para esta quinta-feira paralisou transportes, serviços bancários e parte da administração pública, além de provocar manifestações junto ao Congresso, em Buenos Aires. Houve registo de confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com detenções.
















