
Fátima Ramos
No próximo domingo vamos ter eleições presidenciais. Sempre que temos eleições é importante votar. A melhor forma de homenagear abril e defender a democracia é votando. Em cada ato eleitoral, devemos fazer a nossa análise e mediante a mesma tomar a decisão.
Estou convicta que o candidato do Chega irá à segunda volta, dado que os seus principais apoiantes não se dispersaram por outras candidaturas.
No centro político estou convicta que existem dois candidatos que têm condições para ir à segunda volta. Marques Mendes se conseguir unir as pessoas do centro-direita e António José Seguro se conseguir unir os votos do centro-esquerda.
Compete-nos avaliar de qual destas pessoas nos sentimos mais próximo e qual delas gostaríamos de ver como Presidente da República.
Acredito que se André Ventura for à segunda volta, com qualquer um destes candidatos, perderá as eleições e teremos como presidente um candidato do centro, seja ele Seguro ou Marques Mendes. Nesta avaliação resta-nos decidir se preferimos uma pessoa do centro-esquerda ou do centro-direita como Presidente da República. Ambos são candidatos democratas e com ideias bem conhecidas dos portugueses.
Devemos tornar o nosso voto útil. Se dispersamos corremos o risco de eleger para Presidente uma pessoa com pensamento extremista.
Eu vou votar em Marques Mendes. Partilho de muitas das suas ideias. Conheço-o bem.
Nem sempre concordei com ele. Não partilho da sua visão relativamente à Regionalização. Discordei de algumas avaliações que fez sobre decisões de Pedro Passos Coelho, enquanto primeiro-ministro e de alguns comentários que teceu quando Rui Rio era presidente do PSD. Felizmente, o PSD é um partido democrático onde não temos de pensar sempre da mesma maneira. Nem sempre concordar com Marques Mendes é uma vantagem. Significa que conhecemos o seu pensamento. Grave seria votar em alguém cujo pensamento seria desconhecido.
Marques Mendes é Social Democrata, lutou contra a corrupção mesmo sabendo que isso o prejudicaria nos resultados políticos. Num período em que a política exige sobriedade, e moderação, a Presidência da República deve ser ocupada por alguém que conheça os limites do cargo e saiba usá-lo com sentido de responsabilidade. Conhecemos o seu caminho, as suas ideias, os seus projetos para Portugal. Marques Mendes tem demonstrado isenção e uma forte consciência Institucional que nos garante saber exercer o cargo de Presidente e dignificar o mesmo.
Se as pessoas querem ter um presidente bem preparado, com experiência política, conhecimento e moderação do centro-direita devem votar em Marques Mendes.
Fátima Ramos integra a Comissão de Honra da candidatura de Marques Mendes à Presidência da República

Fátima Ramos
Num período em que a política exige sobriedade e clareza, a Presidência da República deve ser ocupada por alguém que compreenda os limites do cargo e saiba usá-lo com sentido de responsabilidade. Mais do que protagonismo, o país precisa de um Presidente que saiba ouvir, ponderar e agir apenas quando o interesse nacional o justifica.
Marques Mendes tem demonstrado, ao longo da sua vida pública, uma forte consciência institucional. Conhece bem a Constituição, respeita a separação de poderes e valoriza o papel do Presidente como árbitro e moderador do sistema democrático. Essa postura é particularmente relevante num contexto de fragmentação política e de governações frágeis.
A sua ligação ao país real, às autarquias, às regiões e às preocupações concretas dos cidadãos, confere-lhe uma visão equilibrada entre Lisboa e o território. Marques Mendes conhece os desafios da descentralização, da coesão territorial e do funcionamento do poder local, dimensões essenciais para um Presidente atento às desigualdades e à unidade nacional.
Num tempo de comunicação acelerada e muitas vezes superficial, Marques Mendes distingue-se pela capacidade de comunicar com clareza e rigor. Essa competência é fundamental para reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições e para explicar decisões difíceis com transparência e serenidade.
A Presidência exige independência de juízo, coragem discreta e profundo respeito democrático. Marques Mendes reúne essas qualidades, oferecendo ao país uma candidatura baseada no equilíbrio, na experiência e no compromisso com a estabilidade institucional. Num momento exigente, essa solidez é um ativo decisivo para Portugal.
Fátima Ramos integra a Comissão de Honra da candidatura de Marques Mendes à Presidência da República

Fátima Ramos
Num momento em que Portugal vive sucessivas minorias parlamentares, negociações difíceis e um clima de incerteza política, a escolha do Presidente da República ganha um peso acrescido. É essencial ter alguém que conheça profundamente o funcionamento das instituições e saiba exercer o cargo com equilíbrio, rigor e sentido de Estado.
Marques Mendes construiu ao longo de décadas um percurso político marcado pela experiência, pela moderação e pelo respeito pelas regras democráticas. Foi dirigente partidário, deputado, ministro e comentador atento da vida pública, sempre com uma leitura informada e responsável da realidade nacional. Essa experiência acumulada permite-lhe compreender diferentes posições e promover consensos num sistema cada vez mais fragmentado.
Num contexto internacional instável, com conflitos armados, tensões económicas e desafios à segurança europeia, Portugal precisa de um Presidente capaz de representar o país com credibilidade e firmeza. Marques Mendes conhece os dossiers europeus, a diplomacia política e a importância das alianças estratégicas, sem nunca perder de vista o interesse nacional.
A Presidência da República exige prudência, capacidade de mediação e independência. Mais do que protagonismo, exige serviço. Marques Mendes reúne as condições para exercer o cargo com serenidade, responsabilidade e sentido institucional, contribuindo para a estabilidade democrática e para a confiança dos portugueses no futuro coletivo.
A sua trajetória demonstra também uma atenção constante ao papel do Presidente como garante da Constituição e do regular funcionamento das instituições. Num tempo de ruído e polarização, essa clareza é decisiva para assegurar estabilidade, diálogo e previsibilidade na vida política nacional. É essa maturidade que faz a diferença.
Feliz Ano Novo!
Fátima Ramos integra a Comissão de Honra da candidatura de Marques Mendes à Presidência da República

Fátima Ramos
Natal é tempo de amor. É tempo de luz e de esperança. Temos o dever de refletir e de pensar em todas as pessoas que tem menos oportunidades.
Não esquecer os elevados níveis de pobreza, as pessoas que dormem na rua. Na febre do consumismo, esquecemos muitas vezes os outros, os que sofrem, os que vivem na solidão. Cada um de nós, pode e deve tentar dar o seu contributo.
Ao mesmo tempo que alguns de nós percorrem as ruas das grandes cidades e são confrontados com um número elevado de pessoas a dormir na rua, outros dirigem-se às aldeias do interior, para visitar as famílias que aí permanecem, e são confrontados com persianas fechadas e ruas de casas abandonadas.
Territórios abandonados são territórios que não produzem. O abandono é terreno fértil para os incêndios. Os novos partiram em busca de melhores condições de vida. Muitos dos que partem, se tivessem melhores oportunidades nas suas terras de origem teriam permanecido. Ficam os velhos na solidão. Algo tem de ser feito para estagnar este processo. Os territórios do Interior podem contribuir muito mais para a riqueza Nacional.
Portugal não se pode dar ao luxo de ter, cada vez mais, território abandonado. Mais de 80% da população vive numa faixa do litoral. De acordo com os últimos censos, metade da população vive em apenas 31 municípios, a maioria nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Se nada for feito, dentro de poucos anos, temos 90% da População a viver numa curta faixa do litoral. Este processo de concentração da população nas grandes cidades prejudica, os que lá vivem, agudizando as situações de pobreza e prejudica o desenvolvimento equilibrado do país. Urge que exista um pacto de regime que leve à adoção de medidas estruturantes e continuas no tempo.
Está provado que medidas pontuais, não resolvem nada. Precisamos de medidas estratégicas e estáveis. Espero que o Dr. Luís Marques Mendes seja eleito Presidente da República e que encare o combate ás assimetrias como uma prioridade.

Fátima Ramos
Assistimos, cada vez mais, a movimentos populistas que se vão implementando. Movimentos extremistas que ofuscam a democracia e a política. A culpa desta situação não é das pessoas. As pessoas, vão perdendo a esperança e afastam-se, por culpa de algumas atitudes de políticos.
Dia 16 de dezembro foi inaugurada a primeira fase da rede de Metro Bus na Região de Coimbra. Trata-se de um sistema de transporte público de passageiros em modo rodoviário, elétrico e em canal dedicado, que circula entre os municípios de Coimbra, Miranda e Lousã. Tratou-se, sem dúvida, de uma conquista muito importante.
Mas esta conquista e esta festa, não nos pode deixar esquecer a forma como estas populações foram traídas. Estas populações eram servidas pelo antigo Ramal da Lousã. Um governo liderado por José Sócrates, avançou com obras no ramal, mandou arrancar a linha prometendo a implementação de um moderno sistema de transporte, em ferrovia, denominado Tram trem. Após o arranque dos carris, o mesmo governo que tinha lançado as obras mandou-as suspender em 2009. As populações apenas tinham pedido a eletrificação da linha e ficaram sem nada. Populações e autarcas sentiram-se roubados. Surgiram movimentos de utentes. O sistema em ferrovia que tinham era velho, mas funcionava. Apos inúmeras promessas acompanhadas de sucessivas cerimónias, ficou o vazio. Atitudes irresponsáveis como esta, mereciam sem dúvida a intervenção de um Presidente da República. As pessoas merecem ser tratadas com respeito. O que se passou com este processo durante décadas. foi o exemplo do que não pode acontecer. Qualquer governo, antes de tomar este tipo de decisões tem de ponderar e decidir com responsabilidade. Acredito que um Presidente Interventivo não permitiria este tipo de atitudes. Estou convicta que se Marques Mendes fosse Presidente da República, teria tido uma intervenção importante na defesa destas populações.
Fátima Ramos integra a Comissão de Honra da candidatura de Marques Mendes à Presidência da República

Fátima Ramos
Em 2001 fui candidata, pelo PSD, a presidente de Câmara de Miranda do Corvo. Um concelho de maioria sociológica de esquerda, gerido por um autarca socialista em segundo mandato. O candidato a presidente da Assembleia Municipal era o saudoso Fausto Correia, secretário de Estado no governo de António Guterres. A estrutura distrital do PSD, não acreditava na possibilidade de vitória. Quando tentei ter um representante dos órgãos nacionais do partido, na minha apresentação, as respostas eram “não conseguimos ninguém com disponibilidade”. Era jovem, sem experiência política, enfrentava um combate difícil.
Graças a um amigo comum consegui convidar Marques Mendes que aceitou estar na apresentação da minha candidatura. Não receou apoiar uma candidata previsivelmente perdedora.
Contra as expectativas das estruturas partidárias nacionais e distritais venci as eleições. Passado pouco tempo, Durão Barroso era primeiro-ministro e Marques Mendes, ministro dos Assuntos Parlamentares. O agora ministro sempre esteve disponível para ouvir as minhas reivindicações sobre necessidades do concelho. A presidente queria resolver problemas que se arrastavam no tempo como era o caso das estadas EN 342 e da EN 17.1, investimentos parados desde o tempo de Cavaco Silva. Sempre senti que o ministro Marques Mendes, não só tinha disponibilidade para me ouvir, como se empenhava nas soluções. Acredito que, como Presidente da República, estará sempre disponível para ouvir as aspirações dos autarcas, principalmente dos pequenos municípios do interior, com menor capacidade reivindicativa junto do poder central.
Existem políticos, simpáticos e disponíveis nas campanhas eleitorais, mas que rapidamente esquecem. Com Marques Mendes, a minha experiência foi sempre de um político Presente.
Fátima Ramos integra a Comissão de Honra da candidatura de Marques Mendes à Presidência da República